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Primeiro IFS Focus Day São Paulo realizado no Brasil


Primeiro IFS Focus Day São Paulo realizado no Brasil

No dia 15 de setembro de 2016, aconteceu no Hotel Golden Tulip Plaza, em São Paulo, o primeiro IFS Focus Day, com o objetivo de promover palestras de qualidade para o setor de produção e gestão para alimentos.

Exportação: Quais Requisitos Atender?

Exportação: Quais Requisitos Atender?

A primeira palestra foi conduzida por Juliana Matos, representante da BRF, que iniciou com uma visão geral sobre o atual cenário nacional, que prevê que a exportação de frango corresponda a 48,1% do volume mundial em 2020.

O acesso ao mercado internacional de carnes é acompanhado por alguns requisitos que as indústrias de alimentos devem atender e entre eles estão as exigências do SIF, requisitos de clientes, legislações nacionais e do país de destino, certificações religiosas (como Kosher e Halal), protocolos bilaterais, modelos de CSI e habilitações da empresa e certificações internacionais (Plus), como emissões de carbono.

No mercado das indústrias de carne, certificações reconhecidas pelo GFSI são requeridas por clientes, conforme o país de destino. No caso de exportação para Alemanha, por exemplo, é necessário que as indústrias nacionais sejam certificadas na IFS Food e para o Reino Unido a certificação deve ser conforme a BRC.

Food Defence: Como Implementar?

Food Defence: Como Implementar?

A implementação de Food Defence foi o tema abordado por Fernando Ubarana, que atua como especialista de HACCP (APPCC – Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) na Nestlé. Para garantir o fornecimento de um produto seguro, existem duas linhas de proteção aos alimentos:

  • Food Quality e Food Safety, que se referem à contaminação acidental;
  • Food Fraud e Food Defence, relacionados â contaminação intencional, podendo ocasionar ameaças à saúde pública, econômica ou terror.

O termo Food Defence teve origem nos Estados Unidos e o programa está baseado no ciclo PDCA (Plan, Do, Check, Act):

Plan: A etapa inicial para elaboração de um sólido programa de Food Defence é a definição da equipe, sua composição e responsabilidades dos membros, incluindo representantes do RH, dos colaboradores, da produção e de sistemas de gestão.

Do: A análise de vulnerabilidades é realizada de acordo com uma ferramenta muito simular ao sistema HACCP. Possíveis ameaças são avaliadas, de acordo com a probabilidade e severidade, estabelecendo medidas de controle para cada uma delas. O Mapeamento das áreas críticas do processo, instalações da fábrica e áreas com acesso controlado é uma ferramenta muito utilizada e também requisitos de algumas normas reconhecidas pelo GFSI. Este documento também deve ser mantido com restrição de acesso.

Check: Inclui as etapas de monitoramento e verificação. Neste contexto, monitoramento está relacionado às atividades operacionais e pontos específicos a serem avaliados sobre a implementação de Food Defence, podendo ser realizado através de programas de auto inspeção. A Verificação está relacionada ao gerenciamento do plano de Food Defence e pode ser realizado através de auditorias internas do sistema de gestão como um todo, de forma amostral.

Act: Inclui as etapas de atualização e ações de melhoria, gerenciamento de mudanças, revisão de requisitos de clientes ou normativos e reavaliação do contexto externo.

Informações adicionais sobre o Plano de Food Defence podem ser obtidas através do PAS 96:2014 (Guia para proteção de alimentos e bebidas contra ataques deliberados) e websites do FDA e USDA.

Dando continuidade ao assunto, Liliana Soares, diretora de qualidade da certificadora WQS, conduziu a palestra sobre a avaliação de vulnerabilidade e fraudes nos alimentos.

Foram apresentadas as diferenças entre erro e fraude, sendo o erro não intencional e a fraude sempre de caráter intencional. Como exemplo, podemos citar casos conhecidos de fraude, como a Lei de Compensado devido aos casos de adulteração do leite, principalmente na região Sul do país e fraude no pescado.

A fraude pode ocorrer tanto em produtos como em documentos, registros e rótulos e sempre está motivada por interesse econômico. Podem ser classificadas em 4 tipos:

  • Alteração: como economia de energia na estocagem de alimentos através do desligamento de câmaras frigoríficas, alterando a vida útil do produto e características microbiológicas e sensoriais;
  • Adulteração: adição de uma substância de menor valor ao alimento (como óleo ao azeite, água no suco de laranja, açúcar no café) ou subtração de uma substância de maior valor (como cacau do chocolate);
  • Falsificação: indução do consumidor ao erro, através de informações de rotulagem inadequadas ou, por exemplo, informar aos consumidores a ausência de glúten em um produto que contém;
  • Sofisticação: uso da embalagem verdadeira de um produto de alto valor agregado para armazenar e comercializar um produto de menor valor. Por exemplo, em bebidas alcoólicas, como Whisky e Vodka.

Por fim, o controle de situações de fraude é realizado através da avaliação de vulnerabilidade, rastreabilidade, envolvimento de toda cadeia produtiva e prevenção ao invés de correção.

Certificação IFS

Certificação IFS

Caroline Novak, representante da IFS, apresentou a estrutura da Norma IFS Food e a família das normas que compõe a certificação IFS.

A IFS Food, VS 6, é composta por 250 requisitos, divididos em 4 capítulos. Entre eles encontram-se os requisitos definidos como KO (Knock Out), resultando na redução de 50% da pontuação total da auditoria e impedindo a certificação.

Uma opção para empresas de menor porte e/ou menos desenvolvidas, é a implementação do Global Markets, composto pelos níveis básico e intermediário e representa o “passo a passo” para a certificação na Norma IFS Food em até 3 anos.

Na América do Sul, foi implantado o sistema de Cooperação com consultores, constituído por um programa de treinamentos de 3 dias e os consultores devem ser aprovados pela IFS após realização de uma prova.

Fornecedores: Unificação de Auditorias

Fornecedores: Unificação de Auditorias

Márcia Rossi, representante do Walmart Brasil, apresentou o projeto de unificação do sistema de auditorias em fornecedores, utilizando o padrão do GFSI Global Markets.

O sistema unificado foi desenvolvido pela APAS (Associação Paulista de Supermercados), com a finalidade de utilizar o mesmo protocolo de auditoria por todos os varejistas.

Em Maio de 2015 ocorreu o lançamento oficial do programa Global Markets – APAS e atualmente o grupo é formado por representantes do Wal Mart, Carrefour, Sonda e outros. Foi realizada a definição de 4 organismos de certificação que realizarão as auditorias e alinhamento dos requisitos adicionais, conforme protocolos de cada varejista (meio ambiente, responsabilidade social e segurança do trabalho).

O evento contou ainda com a presença de Eduardo Miranda (Dia Group), que apresentou o processo de seleção de fornecedores do Dia, auditorias e certificação IFS nos fornecedores de marca própria; Cristina Ramos (Ting Alimentos), que discutiu sobre a experiência de uma empresa familiar na certificação IFS White Paper, com foco de todas as etapas do processo; Patricia Benucci (GPA), que apresentou o processo de desenvolvimento de fornecedores do Grupo e Ellen Lopez (Food Design), que apresentou o desenvolvimento do sistema HARPC – Prevenção em vez de correção.

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